Editorial: Palavra do Presidente do Conselho Deliberativo

Sustentabilidade – Energia Limpa e o Meio Ambiente

O dia 29 de maio foi definido como o Dia Mundial da Energia, como forma de conscientizar a sociedade do uso de energia limpa e a importância do consumo com racionalidade. A partir daí, cresce a necessidade de se caminhar para as alternativas de geração limpa e renovável como forma de colaborar na preservação do meio ambiente. Já no dia 5 de junho, neste sábado, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente.

As duas celebrações serem tão próximas tem razão de ser, considerando que a mudança da matriz energética é um passo importante para a preservação ambiental. Em todo o mundo, a migração para a energia limpa e renovável avança rapidamente, de forma a diminuir a dependência de fontes não renováveis. No Brasil, a energia hídrica é a principal fonte utilizada, porém, até por ficar sujeita às oscilações climáticas, quando secas prolongadas acabam encarecendo o seu fornecimento, outras matrizes energéticas vêm ganhando espaço, em especial a eólica e a fotovoltaica.

No Distrito Federal, temos a energia solar como grande aliada. Brasília tem períodos longos de seca sem nuvens e grande insolação, solo plano e propício para a instalação de usinas de geração com captação solar.

Em 2017, à época como Comodoro do Iate, propusemos inovador projeto de geração fotovoltaica para o Clube, levando à vultosa redução de seu gasto de energia adquirida, com a economia da conta de R$ 1,5 milhão para cerca de menos de R$ 500 mil por ano. Como maior projeto de sustentabilidade já executado no Clube, teve foco na eficiência energética e os investimentos, na ordem de R$ 3 milhões, foram oriundos do Programa de Eficiência energética da CEB. O programa foi implementado na gestão seguinte e inaugurado em 2020. Esse foi um passo inovador, mas é preciso retomar a agenda de eficiência energética como iniciativa voltada à sustentabilidade no Iate.

Como forma de ampliar o uso da energia limpa, levarei à discussão no nosso Conselho Deliberativo sobre o incentivo à mobilidade urbana com veículos que reduzam emissões, bem como a regulamentação no clube para a instalação, nos estacionamentos, de eletropostos para carregamento de veículos híbridos ou elétricos. Também se torna importante a permanente sensibilização dos Sócios e colaboradores a respeito da redução do consumo de energia, em especial em momento que se fala em crise hidrológica e redução de geração em decorrência da falta de chuvas.

Dar continuidade a essas iniciativas sustentáveis é imprescindível para que possamos oferecer à próxima geração de iatistas um clube que cuida, preserva e caminha em paz com a natureza e o meio ambiente.

Edison Garcia é presidente do Conselho Deliberativo do Iate Clube de Brasília