Âncora completa 28 anos no Clube

Você conhece a história da âncora que ornamenta a entrada do Clube? A peça pertenceu ao navio oceanográfico “Almirante Álvaro Alberto”, adquirido pela Marinha do Brasil em 1987. Foi o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Almirante que se destacou no campo da Ciência e Tecnologia. 

A embarcação também foi pioneira em um novo tipo de comissão: a coleta de dados gravimétricos e magnetométricos, visando adquirir informações para o planejamento das operações navais. Até então, esse tipo de comissão só era levada a cabo por países de tecnologia avançada. 

Dentre as diversas operações que participou, destaca-se a realização, no ano de 1990, da comissão de Apoio Logístico à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), como parte da Operação ANTÁRTICA VIII. 

Em 20 de dezembro de 1992, depois de um incêndio com duração de mais de 12 horas, o Navio Oceanográfico Almirante Álvaro Alberto afundou cinco milhas ao sul do Canal de Itapoã, próximo a Tapes (Rio Grande do Sul), onde se encontrava realizando levantamento da plataforma continental no Sul do País. 

História no Clube – Em junho de 1993, durante o mandato do ex-Comodoro Paulo Aurélio Quintella, a âncora foi doada ao Iate pela Marinha do Brasil, por intermédio do Diretor de Esportes Náuticos à época, Filinto Figueiredo Pacheco, e do chefe do Navio Oceanográfico, o Comandante Altineu Pires Miguens. Na gestão de Quintella, definiu-se que o melhor lugar para âncora histórica seria a entrada principal do Iate. E, desde então, a peça tornou-se um símbolo do Clube.

O Diretor Cultural, Flávio Schegerin Ribeiro, lembra que a doação ocorreu com o objetivo de promover entre os Sócios o espírito dos esportes náuticos. “Miguens era um entusiasta do tema, foi professor de navegação, escreveu muitos livros sobre a arte de navegar e também auxiliou a Marinha na elaboração de várias cartas náuticas, dentre elas a do Lago Paranoá”, comenta o Diretor. 

Alguns anos depois, no mandato do ex-Comodoro George Raulino, a peça foi trazida para o interior do Clube, enfeitando o nosso jardim. 

Em 2017, o então Comodoro e atual Presidente do Conselho Deliberativo, Edison Garcia, promoveu a modernização da entrada principal do Clube, restaurando o local de destaque destinado à âncora, retornando a peça ao seu lugar de origem. 

Recentemente, a peça foi revitalizada a pedido do Comodoro Flávio Pimentel, tendo sido pintada na sua cor original. “Tradicionalmente, os navios oceanográficos brasileiros recebem a pintura na cor branca e, por consequência, as âncoras têm a mesma coloração”, explica Pimentel.