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NE Guanabara é a nova miniatura exposta no Iate TV

O historiador, sócio e autor da exposição “200 anos da Esquadra da Marinha do Brasil”, Marcello Araripe, acaba de trazer mais um modelo para a apreciação dos sócios. Trata-se do Navio Escola Guanabara, lançado em 1937 na Blohm & Voss, em Hamburgo, e em operação desde fevereiro de 1938.

Recebeu o nome do alemão Albert Leo Schlageter, reverenciado como mártir pelos nacional-socialistas. O Capitãode-Fragata Bernhard Rogge comandou o navio até o início da guerra, após o qual a Marinha o utilizou como navio-escritório estacionário em Kiel. A embarcação só voltou ao serviço marítimo em 1944, mas em 14 de novembro desse ano ficou preso em um bloqueio de minas soviético. Posteriormente, foi rebocado para Swinemünde e, finalmente, chegou a Flensburg via Kiel, onde foi confiscado pelos aliados.

Em 1948, os Estados Unidos venderam o navio ao Brasil por um preço simbólico de US$ 5 mil. No dia 6 de agosto de 1948, chegou ao porto do Rio de Janeiro e foi incorporado à Marinha do Brasil no mesmo ano, em cerimônia que contou com a presença do então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, quando recebeu a denominação de “NavioEscola Guanabara”.

No final da década de 1960, o navio não atendia mais às demandas da Marinha brasileira, sendo desativado como navio-escola de vela, e passou a ser utilizado como base flutuante para o comando da frota patrulha brasileira.

Ao mesmo tempo, Portugal estava em busca de um veleiro para substituir o ultrapassado Sagres. Por meio do embaixador Teotónio Pereira, Portugal adquiriu o navio por US$ 150 mil e, assim, desde 1961, navega na Marinha Portuguesa como navio-escola, com o nome de Sagres, em homenagem à cidade de Sagres, embora o seu porto de origem seja Lisboa. Em sua proa, recebeu uma nova figura retratando D. Henrique, o Navegador, com a cruz da Ordem de Cristo nas velas. Desde então, o Sagres realiza viagens de treinamento.

O modelo, baseado no quadro do artista brasileiro Carlos Kirovsky, é feito de plástico, mas tem detalhes em madeira (convés), metal e resina. No acabamento, foi utilizada tinta acrílica no aerógrafo e no pincel. No fundo da redoma, há QR codes que direcionam o apreciador para mais informações tanto do NE Guanabara quanto do NRP Sagres.

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